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BOPE: origem, missões e formação do batalhão de operações especiais do Rio

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Em resumo

  • Criado em 1978 como núcleo da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, o BOPE tornou-se batalhão em 1991.
  • A unidade atua em operações especiais, situações de crise e intervenções táticas; seu treinamento inclui estudos de casos e simulações.
  • O Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) é uma força de operações especiais da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ), subordinada ao Comando de Operações Especiais (COE).
Brasão do Batalhão de Operações Policias Especiais - BOPE - PMERJ
Brasão do Batalhão de Operações Policias Especiais - BOPE - PMERJ. Foto: Batalhão de Operações Policias Especiais BOPE-PMERJ - Redesenhado por Richard Nunes / Wikimedia Commons · CC BY-SA 4.0

O Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) é uma força de operações especiais da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ), subordinada ao Comando de Operações Especiais (COE). A unidade ganhou popularidade com o filme Tropa de Elite.

Entre as estruturas do batalhão estão a Companhia de Operações (COp), a Companhia de Intervenções Táticas (CIT) e a Unidade de Engenharia, Demolição e Transporte (UEDT). Suas atribuições incluem missões contra o crime organizado, resposta a situações de crise e apoio a intervenções táticas.

  1. 19/01/1978Criação do Núcleo da Companhia de Operações Especiais (NuCOE), pelo Boletim da PM nº 014
  2. 07/04/1982O NuCOE passa a funcionar como Companhia de Operações Especiais (COE), pelo Boletim da PM nº 33
  3. 27/06/1984A COE passa a ser denominada Núcleo de Companhia Independente de Operações Especiais (NuCIOE), pelo Boletim da PM nº 120
  4. 23/03/1988Criação da Companhia Independente de Operações Especiais (CIOE), pelo decreto-lei nº 11.094
  5. 01/03/1991Criação do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) e extinção da CIOE, pelo decreto nº 16.374
  6. 12/06/2000Sequestro do ônibus 174, no Jardim Botânico
  7. 12/2000O BOPE passa a ocupar instalações próprias e cria o Grupamento de Intervenção Tática (GIT)

Fonte: Batalhão de Operações Policiais Especiais (Wikipédia)

Como o BOPE surgiu?

A proposta de formar policiais para atuar em resgates e situações de risco extremo apareceu após uma ocorrência com reféns no Instituto Penal Evaristo de Moraes, em 1974. O diretor do presídio, o major PM Darcy Bittencourt, e alguns presos morreram durante a intervenção policial.

Em 19 de janeiro de 1978, foi criado o Núcleo da Companhia de Operações Especiais (NuCOE), por meio do Boletim da Polícia Militar nº 014. O capitão PM Paulo César Amendola de Souza elaborou o projeto e o apresentou ao comandante-geral da PMERJ, coronel Mário José Sotero de Menezes. O núcleo reunia policiais voluntários de comprovada integridade moral; alguns tinham especialização nas Forças Armadas. A equipe funcionava em um acampamento em Sulacap, na zona oeste do Rio, com 12 barracas para cerca de 30 policiais.

A unidade mudou de nome e estrutura nos anos seguintes. Em 1982, passou a funcionar nas instalações do Batalhão de Polícia de Choque como Companhia de Operações Especiais (COE). Em 1984, recebeu a designação de Núcleo de Companhia Independente de Operações Especiais (NuCIOE). A Companhia Independente de Operações Especiais (CIOE) foi criada em 1988. Em 1º de março de 1991, um decreto criou o BOPE e extinguiu a CIOE.

O que mudou depois do sequestro do ônibus 174?

Em 12 de junho de 2000, um homem manteve reféns em um ônibus no Jardim Botânico, em um caso conhecido como sequestro do ônibus 174. Os policiais passaram quatro horas tentando negociar e se comunicaram por gestos, pois não tinham rádio. Quando o sequestrador saiu do veículo com a professora Geísa Gonçalves, de 20 anos, um policial avançou para atirar nele, mas atingiu a refém de raspão. O sequestrador disparou três vezes contra ela. Geísa morreu, e Sandro Barbosa do Nascimento foi asfixiado dentro do camburão, a caminho da prisão.

A morte de Geísa levou o BOPE a reconhecer a necessidade de aprimorar o treinamento, os equipamentos e a autonomia para decisões em crises, com atenção especial ao resgate de reféns. Em dezembro de 2000, a unidade passou a ocupar instalações próprias no alto da favela Tavares Bastos, em Laranjeiras, na Zona Sul do Rio, e criou o Grupamento de Intervenção Tática (GIT), voltado ao resgate de reféns.

Quais são as missões?

  • Companhia de Operações (COp): a 3ª Companhia é estruturada em quatro equipes — Alfa, Bravo, Charlie e Delta. Entre suas atribuições estão atuar contra o crime organizado, apoiar a inteligência e as intervenções táticas, responder prontamente a ocorrências e executar missões específicas de operações especiais.
  • Companhia de Intervenções Táticas (CIT): reúne três grupos para situações de crise: o Grupo de Negociação e Análise (GNA), o Grupo de Atiradores de Precisão (GAP) e o Grupo de Retomada e Resgate (GRR).
  • Unidade de Engenharia, Demolição e Transporte (UEDT): libera acessos para a entrada de viaturas, opera maquinário e pode destruir fortificações do tráfico. Quando necessário, seus integrantes também usam explosivos. Com a atuação do BOPE no processo de pacificação, a equipe passou a montar equipamentos em locais de difícil acesso para estabelecer bases avançadas.

Como uma crise é conduzida?

  1. Negociação: é a primeira alternativa tática por buscar uma solução pacífica. O objetivo é conquistar a confiança de quem provoca a crise e convencê-lo a libertar eventuais vítimas e se render. A maioria dessas ocorrências é resolvida por negociação, sem uso da força.
  2. Apoio ao negociador: uma psicóloga assessora o negociador e o gerente da crise, oferecendo suporte técnico e definindo o perfil psicológico de quem a provoca.
  3. Observação: os integrantes do GAP, especializados em tiro de precisão, também atuam na observação e na coleta de informações sobre o ambiente da crise.
  4. Retomada e resgate: o GRR é empregado quando as demais alternativas táticas não bastam. As entradas podem ocorrer em locais como edificações, ônibus, metrô, embarcações e trens. O grupo conta com o apoio do núcleo cinófilo do Batalhão de Ações com Cães (BAC).

Como os policiais são formados?

O treinamento da CIT inclui estudos de ocorrências no Brasil e em outros países, além de exercícios simulados realizados em conjunto pelos grupos. A preparação também busca desenvolver a capacidade de avaliar alternativas em situações de alto risco, para além da repetição de movimentos.

  • Negociadores: aprendem técnicas específicas em cursos realizados na unidade ou em forças co-irmãs. A preparação inclui estudos de casos e simulações.
  • Atiradores: recebem formação em tiro de precisão e fazem prática constante com armamento diferenciado, submetido a aferição meticulosa.
  • Operadores do GRR: treinam continuamente para as entradas táticas, consideradas uma atividade de alto risco.
  • Integrantes da UEDT: têm conhecimentos de mecânica de veículos pesados e explosivos. São especializados em explosivos, recebem o brevê de “explosivista” e estudam demolição e engenharia de combate.

Os critérios atuais de ingresso no BOPE não são informados.

Perguntas frequentes

O BOPE é uma unidade da Polícia Federal?

Não. O BOPE integra a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro e está subordinado ao Comando de Operações Especiais.

Quando o BOPE foi criado?

O núcleo que deu origem à unidade foi criado em 19 de janeiro de 1978. O BOPE foi instituído em 1º de março de 1991.

Qual é a primeira alternativa usada em uma crise?

A negociação, que busca uma solução pacífica. A maioria das ocorrências desse tipo é resolvida sem uso da força.

Quem podia integrar o núcleo original?

O NuCOE era formado por policiais voluntários de comprovada integridade moral. Alguns tinham especialização nas Forças Armadas.

Informações conferidas em 6 de novembro de 2026.

Fontes

  1. Batalhão de Operações Policiais Especiais (Wikipédia)

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir das fontes acima e revisado segundo a nossa política editorial. Encontrou um erro? Peça uma correção.

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