Em 18 e 19 de abril de 1648, e novamente em 19 de fevereiro de 1649, forças luso-brasileiras enfrentaram os holandeses no Morro dos Guararapes, na então Capitania de Pernambuco. As duas vitórias são consideradas decisivas para a Insurreição Pernambucana, que levou ao fim das invasões holandesas no Brasil no século XVII. A data de 19 de abril foi adotada simbolicamente como marco oficial do surgimento do Exército Brasileiro, embora o primeiro confronto tenha ocorrido em defesa do Império Português, do qual o Brasil fazia parte.
Qual era o contexto da invasão holandesa?
Os confrontos ocorreram no contexto da Guerra da Restauração, ligada à independência de Portugal em relação à Espanha. As forças portuguesas buscavam recuperar territórios ultramarinos ocupados pelos holandeses durante o domínio espanhol, entre eles o Nordeste do Brasil, o litoral de Angola e Timor. A região ocupada no Brasil era chamada de Nova Holanda pelos holandeses.
A vitória nos Guararapes não encerrou imediatamente a presença holandesa. A capitulação foi assinada no Recife em 1654, e os últimos navios holandeses partiram dali em direção à Europa.
Por que os holandeses queriam avançar sobre Muribeca?
Os holandeses planejavam retomar o Porto de Nazaré, no Cabo de Santo Agostinho, considerado importante para o abastecimento do Arraial Velho do Bom Jesus, por onde chegavam armas e munições para a resistência. Sob o comando do coronel Sigismundo de Schkoppe, pretendiam ocupar primeiro Muribeca, onde havia grande quantidade de farinha de mandioca para abastecer os soldados.
Os generais André Vidal de Negreiros e João Fernandes Vieira souberam dos planos. Como os holandeses precisariam passar pelo Morro dos Guararapes para chegar a Muribeca, a resistência impediu o avanço nesse local, situado no atual município de Jaboatão dos Guararapes, a cerca de 18 quilômetros ao sul do Recife.
Como foi a primeira batalha?
A resistência era formada majoritariamente por pessoas nascidas no Brasil — brancas, negras e ameríndias — e também por militares portugueses nascidos na metrópole. O objetivo comum era expulsar os invasores. O combate mais intenso durou cerca de cinco horas, e muitos soldados holandeses se afogaram nos alagadiços próximos ao morro.
Em momentos decisivos, os holandeses tentaram avançar sobre o flanco ocupado pelas tropas negras comandadas por Henrique Dias. As forças de Vieira e Vidal foram em seu auxílio. Além de holandeses e luso-brasileiros, morreram no campo de batalha ingleses, franceses, poloneses, negros africanos e indígenas tupis e tapuias.
O que aconteceu no segundo confronto?
A segunda batalha foi travada no mesmo morro, em 19 de fevereiro de 1649, e também terminou com vitória portuguesa. Junto com o primeiro confronto, ela é considerada decisiva para a Insurreição Pernambucana e para o fim das invasões holandesas no Brasil.
Por que Guararapes é considerado um marco militar?
A data de 19 de abril foi adotada simbolicamente como marco oficial do surgimento do Exército Brasileiro. A batalha também é associada à formação de uma identidade brasileira marcada pela participação de pessoas de diferentes origens: alguns acadêmicos consideram que o episódio consolidou uma identidade trirracial.
701, de 6 de agosto de 2012, determinou a inscrição dos nomes dos principais personagens luso-brasileiros das batalhas no Livro de Heróis da Pátria, depositado no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, em Brasília.
Informações conferidas em 7 de novembro de 2026.
Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir das fontes acima e revisado segundo a nossa política editorial. Encontrou um erro? Peça uma correção.